ANTóNio LuíS OLiVeiRa,

clausura 179
António Luís Oliveira

NA SOLAINA DE PILOÑO
Sou cativado pelo centro do coraçâo
Onde a seta despenhada
Marca o tempo da poesía.

No centro do poema
A mulher sai das paredes
Ante a ruína industrial...
E sou convocado.

Sou convocado!

"O homem busca a primeira mulher
E a mulher o último homem",
Ali se diz
Como um pássaro mensageiro
Quando o olhar percorre todo o
Mundo condensado, esculpido, plasmado,
No espaço em volta e no
Tempo aceso e Nas memórias
Que o animal ao centro
Que a mulher De Lado
Discretamente, animam, ordenarm, dominam.

Sou convocado!

Sou convocado pela ave do poema
Pelo voo escondido na Solaina de Paco
Desdobrado no museu vivo da poesia...
Por isso e tanto, tanto mais,
Deixa-me ver-te, ave que voas,
A alma com que voas.
Deixa-me ver, quando escrevo
Á procura de beleza,
O horizonte antigo das palavras de agora
A sombra que em surdina dá
Cor à luz
E me afaga um sonho de perto
Ao longe
No calor de outrora
Que na vida e no tempo
Há-de ir morrendo.
Na memória das palavras transparecé
Na seda do olhar caminha
Ao meu encontro
Poesia
Sólida e nua.

03/12/2007 12:54

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Laxeiro
"¡Oxalá que a SOLAINA medre tanto que poida ser albiscada desde a berenguela de Santiago de Compostela!"dixo o mestre LAXEIRO


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